bigstock Evolving Dream 84327407 e1463097558389 imagem conteudoi dos videos

Depressão na Psiquiatria

Antonio Maspoli

Introdução

A depressão é uma enfermidade classificada CID-10, na categoria dos transtornos do humor, e deve ser considerada uma doença cujo tempo de duração varia com a sua classificação. É uma enfermidade marcada por crises episódicas, ou seja, tende a se repetir, produzindo, por isso, frequentes recaídas e recidivas. Consiste, no século XXI, em uma das doenças mais comuns da era moderna, embora seja conhecida desde a antiguidade. A transição entre a concepção mágico-religiosa da doença para uma compreensão da enfermidade como fenômeno natural da vida foi longa.

A psiquiatria, tal como a conhecemos hoje, começou com a Stultifera Nave em fins da Idade Média. O Renascimento considerava a melancolia uma espécie de loucura parcial em oposição aos transtornos gerais da inteligência, o que não implicava, forçosamente, a ocorrência da tristeza.  Esquirol distinguia no grupo de loucuras parciais ou monomanias, uma monomania propriamente dita com um elemento de tristeza. Esta era denominada lipemania. O significado do termo melancolia, na Antiguidade Clássica, difere muito do que se utilizou no campo psiquiátrico desde o século XX. Naquela época, melancolia significava o rompimento da harmonia entre os humores do organismo, tendo como predomínio a bile negra [Melanio Chole]. O termo histórico não se referia aos sintomas afetivos, como ocorre atualmente (BERRY, 1988). Nos textos hipocráticos, o termo melancolia designava uma doença mental e também um tipo de temperamento e estado emocional. As obras de Hipócrates, em geral, foram conhecidas no mundo ocidental pelas suas versões latinas, surgindo a tradução de premere [pressionar para baixo], referindo-se à melancolia. A doença era chamada melancolia e o sintoma, depressão.

Na Idade Média, a depressão foi considerada uma força mística de alguma entidade misteriosa. Somente no século XVIII, foram realizados estudos sobre o tema, por meio de pesquisas em instituições e hospitais especializados. A partir da obra de Phillipe Pinel [1745-1826], então professor da Faculdade de Medicina de Paris, a depressão passa a ser tratada como assunto médico psiquiátrico (FOUCAULT, 1964, p. 78-84).           

Em 1882, o psiquiatra alemão Karl Kahlbaum, usando o termo “ciclotimia”, descreveu a mania e a depressão como estágios da mesma doença (KAPLAN; SADOCK, 1986; 2010). Os médicos do século XIX deixam indícios de darem preferência ao termo depressão. No final desse mesmo século, depressão tornou-se sinônimo de melancolia: uma condição caracterizada pela diminuição do ânimo, de coragem ou iniciativa, e uma tendência a pensamentos tristes. O termo depressão referia-se a um sintoma. (BERRY, 1988). Nesse mesmo século, a melancolia era popularmente conhecida e identificada por leigos por meio do sintoma de marcas roxas que surgiam na pele como pequenos hematomas. Essa ideia era passada de geração a geração, citava-se que a avó, tios e parentes próximos apresentavam tais sintomas quando passavam por um grande desgosto, que essa doença era comum entre a família.

O termo depressão gerou em todos os tempos muita polêmica, que se arrasta até a atualidade. Kaplan e Sadock (1986; 2010) descrevem três usos diferentes para o termo depressão: o uso leigo, que se refere à tristeza e ao desânimo, não estando necessariamente relacionado a uma doença; o uso psiquiátrico, referindo-se a um sintoma geralmente relacionado ao humor depressivo; e o uso para definir uma síndrome, a partir de um conjunto de sintomas. Acrescentaram que o termo depressão tem diferentes significados em vários campos científicos. Para o neurofisiologista, depressão refere-se a qualquer diminuição na atividade eletrofisiológica, por exemplo, depressão cortical. Para o farmacologista, depressão refere-se ao efeito de drogas que diminui a atividade de um órgão. O que mais nos impressiona na história dos conceitos de depressão e melancolia é que os termos foram utilizados ao longo de mais de dois mil anos, mas com sentido bastante diferente. Autores que não aceitavam a teoria humoral mantiveram o termo melancolia. Quando se fez a síntese da doença circular, os dois termos foram mantidos, embora com significados profundamente diversos daqueles que lhes foram atribuídos anteriormente.

De acordo com Kendell (KENDELL, 1993), não há, até o momento, classificação satisfatória das doenças afetivas, devido aos problemas com a depressão: variação considerável na gravidade, sintomatologia, curso e prognóstico. No entender de Henry Ey (1985), na depressão, encontram-se associados ao distúrbio de humor, a inibição e o sofrimento moral. No entanto, para Kaplan e Sadock (KAPLAN; SADOCK; GREBB, 1997; 2007) o distúrbio de humor é acompanhado de deficiências cognitivas, psicomotoras, psicofisiológicas e interpessoais.

Há que se pensar na questão de que o conceito de depressão como transtorno de humor ou afeto ainda é contestado. De acordo com Sonenreich  et al (1991) e Estevão (1993), afeto não se constitui em uma função psíquica, mas em uma qualidade das vivências do ser humano. Por tal motivo, não consideram o uso de humor ou afeto como critério para definir alterações mentais, definindo depressão de outra forma: o quadro em que ocorre a lentificação dos processos psíquicos e restrição no campo vivencial. Levando em consideração o que vem nos códigos de diagnóstico em espaço relativamente curto de tempo [CID – 9 a CID – 10e DSM – III a DSM – IV], não existe ainda uma unidade de pensamento entre os conceitos e a definição dos chamados transtornos de humor [ou afeto], e também da depressão.

No contexto da depressão, observam-se as variações: depressão unipolar ou bipolar; endógena ou reativa, psicótica ou neurótica. Buscando compreender as doenças afetivas e a depressão, presenciamos, de início, uma discussão referente à distinção entre o distúrbio bipolar, com a presença, em um único paciente, de fases de mania e depressão e distúrbios unipolares, em um mesmo doente, com a depressão ocorrendo em um quadro, sem a presença de mania ou hipomania.

Até o século XIX, os conceitos de mania e depressão eram mais abrangentes que os atuais e não estava estabelecida sua correlação. O conceito de doença maníaco-depressiva ocorreu em meados do século XIX, sendo que em 1854, Falret e Barillager descreveram uma doença à qual deram o nome de “loucura circular” e, posteriormente, de “loucura de dupla forma” (FALRET, 1854). O papel de Kraepelin foi importante porque separou as doenças psicóticas e delimitou a doença maníaco-depressiva. Em 1913, quase todas as melancolias estavam sob diagnóstico de doença maníaco-depressiva, com exceção da melancolia involutiva. A melancolia, assim considerada, foi classificada dentro do quadro das psicoses: a loucura de dupla forma (BAILLARGER, 1854), loucura circular [()] e a psicose maníaco-depressiva (KRAEPELIN, 1899).

A partir de meados do século XIX, os estudos sobre a melancolia voltaram-se para seus aspectos biológicos e hereditários. A classificação de Kraepelin que descrevia a melancolia em sua forma franca, sintomática, degenerativa, constitucional endógena, converteu-se no modelo clássico da Psicose Maníaco Depressiva. A partir de 1911, com K. Abrahan e, posteriormente, com Jung (1913) e Freud (1915), a melancolia passou a ser objeto de estudos psicológicos. Contudo, só no início do século passado, técnicas mais sofisticadas de estudo do cérebro e dos seus mecanismos abriram caminho a novas disciplinas, como a neuropsicologia e a neurobiologia, começou-se, portanto, a suspeitar que a depressão fosse acompanhada de determinadas alterações biológicas e, portanto, passível de ser combatida eficazmente com fármacos.

  CONCEITO E CARACTERIZAÇÃO PSIQUIÁTRICA ATUAL DA DEPRESSÃO

Na atualidade, o descobrimento de medicamentos antidepressivos colocou a quimioterapia em primeiro plano no tratamento da depressão. Outro passo significativo para o tratamento da depressão, após o aparecimento, por volta dos anos 1950, dos primeiros fármacos antidepressivos, deve-se a um Prêmio Nobel, o americano Julius Axelrod, que, em 1960, descobriu as substâncias que permitem a transmissão dos impulsos nervosos [neurotransmissores]. Graças a essa descoberta, deu-se um passo a frente no conhecimento da noradrenalina e da serotonina, e foram desenvolvidos outros fármacos [tricíclicos e inibidores das monoaminoxidases], até se chegar aos modernos SSRIs, inibidores seletivos da recaptação da serotonina, aos NSRIs, inibidores seletivos da recaptação da noradrenalina etc.

            Depressão [do latim depressione] é uma palavra frequentemente utilizada para descrever uma gama imensa de sentimentos negativos e sombrios. Em primeiro lugar, depressão não é um estado de tristeza profunda, nem desânimo, preguiça, estresse ou mau humor. A depressão é diferente da tristeza, pois a tristeza geralmente tem uma causa conhecida e duração determinada no tempo e no espaço. Já a depressão envolve uma gama de sentimentos difusos de longa duração no tempo e no espaço, geralmente relacionados à angustia. A depressão, enquanto evento psiquiátrico e psicológico, é algo bastante diferente da tristeza. Mesmo assim, em alguns casos, podemos considerar a depressão como uma reação natural da pessoa em períodos de transição, especialmente em tempos de mudanças e crescimento, em épocas que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de desenvolvimento. O grande problema na diferenciação da tristeza em relação à depressão consiste na prevalência da tristeza como sintoma da depressão. Metaforicamente, a depressão é um túnel do qual parece impossível sair; um abismo cinzento que engole a vontade de viver; o vazio, a angústia que aperta a garganta; uma solidão sem fim. Um poço sem fundo que teima em atrair o deprimido para o seu interior desconhecido.  A depressão tem muitos nomes, todos terríveis. Eu prefiro denominá-la eclipse da alma. Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana

A depressão é uma doença antiga: sabemos bem o que significa sofrer do mal obscuro. Muitas personagens famosas do passado, como Edgar Allan Poe, Honoré de Balzac, Johan Wolfang Von Goethe, Fjodor Dostojevskij, Liev Tolstoj, Ernest Hemingway, Michelangelo Buonarroti, Carl Gustav Jung, Friedrich Nietzsche e, mais recentemente, Marylin Monroe, Virginia Woolf, Woody Allen, Vittorio Gassman, Milv, Sandra Mondaini, Ornella Vannoni, viveram esse momento terrível. A essa lista podemos acrescentar Caim, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Elias, Paulo etc. (Gn 4; 1Rs 18, 19; Rm 7). 

Considerações Finais

A psiquiatria moderna compreende a depressão como sendo uma desordem do funcionamento cerebral que afeta e compromete o funcionamento normal do organismo, com reflexos ou consequências na vida pessoal em seus aspectos emocionais ou psicológicos, familiares e sociais. A doença depressiva deve, portanto, ser examinada sob o ponto de vista biológico, genético, cognitivo, social, econômico, espiritual e história pessoal. A depressão corresponde a um estado de doença no qual o cérebro e a mente têm seu funcionamento normal alterado e a personalidade do paciente sofre as consequências. Dizendo de outra forma, a depressão tem sua base biológica nas alterações bioquímicas e depende de condições psicológicas do meio ambiente para ser desencadeada.

Os sintomas da depressão são muito variados. Os mais comuns são: humor deprimido; irritabilidade; ansiedade e angústia; desânimo e cansaço; apatia e desinteresse; medo e insegurança; vazio e desesperança; dificuldade em sentir prazer em atividades anteriormente prazerosas; autoestima baixa; ideias desproporcionais de culpa; alterações de sono; alterações de peso; dificuldade em concentração e atenção; esquecimentos frequentes; vontade de deixar de viver; ideias de suicídio. Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são: pessimismo; dificuldade de tomar decisões; dificuldade para começar a fazer suas tarefas; irritabilidade ou impaciência; agitação; achar que não vale a pena viver; desejo de morrer; chorar sem motivo; boca ressecada; perda do desejo sexual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABERASTURY, Arminda; KNOBEL, Maurício. Adolescência Normal. Tradução: Suzana Maria Garagoray Ballve. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

ABREU, Maria Célia de. Depressão e Maturidade. São Paulo: Plano, 2003.

ABREU, A. D. Religiosidade e loucura: estudos das representações da loucura em pessoas religiosas que se encontram em tratamento de transtorno mental. 2005. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião)-Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2005.

ADAMS, Jay. More than redemption: a theology of christian counseling. Phillipsburg: Presbyterian and reformed, 1979.

______. O manual do conselheiro cristão. 4. ed. São José dos Campos: Fiel, 1994.

______. Conselheiro Capaz. 6. ed. São Paulo: Fiel, 1987.

ALEXANDER, Franz G.; SELESNICK. Sheldon T. História da psiquiatria: uma avaliação do pensamento psiquiátrico e da prática psiquiátrica desde os tempos primitivos até o presente. São Paulo: Ibrasa, 1968.

ALMEIDA, A. M; LOTUFO NETO, F. Religião e comportamento suicida. In: MELEIRO, A. M; TENG, C. T; WANG, Y. P. (Ed.). Suicídio: estudos fundamentais. São Paulo: Segmento Farma, 2004.

ALVES, Rubem. O que é Religião. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

AUGRAS, Monique. A Dimensão Simbólica. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1967.

BAHLS, Saint-Clair. Depressão: Uma Breve Revisão dos Fundamentos Biológicos e Cognitivos.  Interação, Paraná, n. 3, p. 49-60, 1999.

BAILLARGER, Jules-Gabriel-François. Folie à double forme. Annales médico-psychologiques du système nerveux, 1854.

BELTRÁN, G. A. Obra Antropológica VIII: Medicina y magia, el processo de aculturacion em la estructura colonial. México: Fondo de Cultura Econômica, 1992.

BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: Tratado de sociologia do conhecimento. Tradução: Floriano de Souza Fernandes. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1990.

BERRY, Thomas.  Buddhism – Dream of the Earth. San Francisco: Sierra Club Books, 1988.

Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 1981.

BIRMAN, Joel. Arquivos da psicanálise. Revista Viver Mente&Cérebro: Memória da Psicanálise. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BLEICHMAR, Hugo. Depressão: um estudo psicanalítico. São Paulo: Artes Médicas, 1997.

BONHOEFFER, Dietrich. Ethics. London: SCM Press LTD, 1955.

BORDIEU, Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1994.

BOWLBY, Edward J. M. Tristeza e depressão. Apego e Perda. Tradução: Vantensir Dutra. São Paulo: Martins Fontes, 1985, v. 3.

BRANDÃO, Marcus Lira. Neurologia das doenças mentais. São Paulo: Lemos, 1993.

BRAUN, Ivan Mário. Depressão. São Paulo: Maltese, 1994.

BYINGTON, C. A. B. Transcendência e totalidade.  Revista Viver Mente&Cérebro: Memória da Psicanálise. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, v. 2.

CALIL, Vera. Terapia familiar e de casal. São Paulo: Summus, 1987.

CAMPBELL, Robert J. Dicionário de Psiquiatria. São Paulo: Martins Fontes, 1986.

CAPRA, Fritjof. The Tao of Physics. Boston: Shambhala, 1975.

______. O Tao da Física. Tradução: José Fernandes Dias. São Paulo: Cultrix, 1980.

Castaneda, Carlos. The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge. Berkeley: University of Califórnia, 1998, p. 155.

______. Uma estranha realidade. Continuam as revelações de Don Juan sobre o uso de plantas  alucinógenas. Tradução: Luzia Machado da Costa. 2. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 1971.

CASTIGLIONI, Arturo. Encantamiento y magia. México: Fondo de Cultura Econômica, 1981.

CHABROL, Henri. A depressão do adolescente. Campinas: Papirus, 1988.

CID – 10. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

CORDÁS, Táki Athanassios. Depressão da bile negra aos neurotransmissores.  São Paulo: Lemos, 2002.

DAHLKE, Rüdiger. A doença como símbolo. Pequena enciclopédia de Psicossomática. Sintomas, significados, tratamento e remissão. São Paulo: Pensamento; Cultrix, 1996.

DALGALARRONDO, Paulo. Relações entre duas dimensões fundamentais da vida: saúde mental e religião. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 8, n. 3, p. 177-178, 2006.

DEL PORTO, J. A. Evolução do conceito e controvérsias atuais sobre o transtorno bipolar do humor. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 26 supl. 3, São Paulo, out 2004.

DELUMEAU, Jean. O Pecado e o medo. A culpabilização no Ocidente. Tradução: Álvaro Lorencini. Bauru: EDUSC, 2003, v. 1 e 2.

DEUS, Pérsio Ribeiro Gomes. A depressão no contexto da psiquiatria e da religião. In: GOMES, Antonio Máspoli de Araújo. Eclipse da alma. A depressão e seu tratamento sob o olhar da psicologia, da psiquiatria e do aconselhamento pastoral solidário. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

______, Pérsio Ribeiro Gomes de. A influência do sentimento religioso sobre cristãos portadores de depressão. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião)-Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2008.

DURKHEIM, Émile. As formas elementares de vida religiosa. O sistema totêmico na Austrália. Tradução: Joaquim Pereira Neto. São Paulo: Paulinas, 1989.

______. O suicídio. Estudos de sociologia. Tradução: Mônica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

EDINGER, Edward F. O Arquétipo Cristão. São Paulo: Cultrix, 1995.

EISENDRATH, P. Y; Dawson, T. Manual de Cambridge para estudos junguianos. Porto Alegre: Artmed, 2002.

ELIADE, Mircea. O Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do êxtase. Tradução: Beatriz Perrone-Moisés; Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

______. O mito do Eterno Retorno. Tradução: Manuel Torres. Lisboa: Edições 70, 1969.

ESTEVÃO,  G;  SONENREICH, C; ALTENFELDER, L. M. Psiquiatria: Propostas, Notas, Comentários. São Paulo: Lemos, 1993.

EY, Henry; BRISSET, Charles;BERNARD, Paul. Tratado de psiquiatria. Versión española: C. Ruiz Ogara. Barcelona: Toray-Masson, 1965.

FALRET, Christophe. Études Cliniques Sur Les Maladies Mental. Londres: Nabu Press, 2010.

FÉDIDA, Pierre.  Dos benefícios da depressão: elogio da psicoterapia. São Paulo: Escuta, 2002.

FENICHEL, Otto. Teoria Psicanalítica das Neuroses. Tradução: Samuel Penna Reis. Rio de Janeiro: Atheneu, 1981.

FIERZ, Heinrich Karl. Amor e psique. In: Psiquiatria junguiana. Tradução: Cláudia Lopes Duarte. São Paulo: Paulus. 1997.

FOUCAULT, Michel. Doença Mental e Psicologia. Tradução: Lílian Rose Shalders. 2. ed. Rio de Janeiro: Biblioteca Tempo Universitário, n. 11, 1964.

______. História da Loucura. 6. ed. São Paulo: Perspectiva, 1964.

FORDHAM, Frieda. Introdução à Psicologia de Jung. São Paulo: EDUSP, 1966.

FRAZER, James G. Um ramo de ouro. Tradução: Waltensir Dutra. São Paulo: Círculo do Livro, 1980.

FREUD, Sigmund . Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1972. (Obras completas, v. VII).

______. Luto e Melancolia. Rio de Janeiro: Imago,1988. (Obras completas, v. XIV).

GIRARD, René. A Violência e o Sagrado. Tradução: Martha Conceição Gambini. São Paulo: Paz e Terra; UNESP, 1990.

GODO, Carlos. A tecnologia do misticismo. In: Religião e Psicologia. Revista Estudos de Religião-UMESP, São Paulo, ano 1, n.1, mar. 1985.

GOMES, Antonio Máspoli de Araújo. Eclipse da alma. A depressão e seu tratamento sob o olhar da psicologia, da psiquiatria e do aconselhamento pastoral solidário. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

______. In: LUCENA, Célia Toledo; CAMPOS, Maria Cristina de Souza. Representações sociais do corpo e da sexualidade no protestantismo.[s.n.], 2008.

GONÇALVES, Marcia. Religiosidade e Saúde: Perspectivas de Continência Conjunta. 2000.Tese de Pós-graduação apresentada à UNICAMP, Campinas, 2000.

GRODECK, George. O Livro disso. Tradução: José Teixeira Coelho Netto. São Paulo: Perspectiva, 1990.

GRUNSPUN, Hans. Distúrbios Psiquiátricos da Criança. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1966.

GUIMARÃES, F. S. Distúrbios Afetivos.  In: GRAEFF, F. G; BRANDÃO, M. L. (Ed.), Neurobiologia das Doenças Mentais. São Paulo: Lemos, 1993, p. 79-108. 

GUS, Isaac. Depressão: O que é e como se trata. São Paulo: Rocca, 1990.

HIGEL, Etiene Alfred. Estudos de religião. Em diálogo com o pensamento de Paul Tillich. São Bernardo do Campo: UMESP, v. 16, 1999.

HOMERO, Odisséia. Tradução: Carlos Alberto Nunes. 3. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1960.

HURDING, Roger F. A árvore da cura: modelos de aconselhamento e psicoterapia. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 1995.

JACOBI, Jolande. Complexo, Arquétipo e Símbolo na psicologia de Jung. São Paulo: Cultrix, 1990.

JASPERS, Karl. Psicopatologia geral, psicologia compreensiva, explicativa e fenomenológica. Rio de Janeiro; São Paulo: Atheneu, 1985, v. 1 e 2.

JOÃO, Mauro Ivan. Depressão: síndrome da dependência psicológica. São Paulo: EPU, 1987.

JONES, William H. S. Philosophy and medicine in ancient Greece. New York: Arno Press, 1979.

JONHSON, Paul. Psychology of Pastoral Care.  New York: Abingdon Press, 1953.

______, Paul. Psicologia da Religião. São Paulo: Aste, 1964.

JUNG, Carl Gustav. A dinâmica do inconsciente. Petrópolis: Vozes, 1998.

______. A prática da psicoterapia. Contribuição ao problema da psicoterapia e à        psicologia da transferência. Tradução: Maria Luiza Appy. Petrópolis: Vozes, 1988.

______. Collected Papers on Analytical Psychology. Londres: C. Tindall Company, 1916.

______. Estudos psiquiátricos. Petrópolis: Vozes, v. 1, 1994b.

______. Memórias sonhos e reflexões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1963.

______. O desenvolvimento da personalidade. [Obras completas de Carl Gustav Jung]. Petrópolis: Vozes, v. XVII, 1981.

______. Psicologia da religião ocidental e oriental. Petrópolis: Vozes, 1980.

______. ______. Petrópolis: Vozes, 1983.

______. Psicologia e Religião. Petrópolis: Vozes, 1987.

______. Psicologia e religião oriental. Petrópolis: Vozes, 1991.

______. Símbolos da transformação. Rio de Janeiro: Vozes, 1986.

______. The Integration Of The Personality. New York: Farrar Rinehart, 1994a.

KAKAR, Sudhir. Chamanes, místicos y doctores, uma investigacion psicológica sobre La Índia y sus tradiciones para curar. México: Fondo de Cultura Econômica, 1993.

KAPLAN, Harold I; SADOCK, Benjamin J; GREBB, Jack A. Compêndio de psiquiatria. Tradução: Maria Cristina Monteiro. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

______. Compêndio de psiquiatria. Ciência do Comportamento e Psiquiatria Médica. Tradução: Maria Cristina Monteiro. 9. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2007.

KENDELL, Robert Evan. To Psychiatric Estudies. Churchil Livingstone: Universidade de Michigan, 1993.

KHAN, M. MASUD R. Psicanálise, teoria, técnicas e casos clínicos. Tradução: Glória Vaz. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.

KIROV, George. Religious  faith after psychotic illness. Psychopathology. Basel, n. 31, p. 234-245, 1998.

KLAMEN, Debra; TOY, Eugene C. Casos clínicos em psiquiatria. Introdução: Adriana Veronese. Porto Alegre: Artmed, 2005.

KOENIG, H. G. Religiousness and mental health: a review. In: Handbook of religions and health: a century of research reviewed. New York: Oxford Press University, 2001.

KOENIG, H. G; GEORGE, L. K; PETERSON, B. L. Religiousness and remission of depression in medically ill older patients. American Journal of Psychiatry 155, 1998.

KRAEPELIN, Emil. Manic-Depressive Insanity and Paranoia (Classics in Psychiatry). Mishawaka: Bookseller Rating, 1889.

KRISTEVA, Julia. Sol negro: depressão e melancolia. Rio de Janeiro: Rocco, 1989.

KUHN,  Thomas S. The structure of scientific revolutions. Chicago: University of Chicago Press, 1977.

LAFER, Beny. Depressão no ciclo da vida. Porto Alegre: Artmed, 2000.

LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1986.

LAWRENCE, Marilyn. A experiência anoréxica. São Paulo: Summus, 1991.

LEXIKON, Herder. Dicionário de Símbolos. São Paulo: Cultrix, 1990.

LOUZÃ NETO, Mário Rodrigues. Depressão na terceira idade. São Paulo: Lemos, 1995.

MALTA, Dâmaris Cristina de Araújo. Angústia, fé e sentido da vida na pós-modernidade. In: GOMES, Antonio Máspoli de Araújo. Eclipse da alma. A depressão e seu tratamento sob o olhar da psicologia, da psiquiatria e do aconselhamento pastoral solidário. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. Precedido de uma introdução à obra de Marcel Mauss por Claude Levi-Strauss. Tradução: Paulo Neves. São Paulo: Cosac Naify, 2003.

MENDELS, Joseph. Conceitos da depressão. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1972.

MOFFATT, Alfred. A psicoterapia do oprimido. Ideologia e técnica da psiquiatria popular. Lisboa: Cesário Alvim, 1981.

MOSCOVICI, Serge. A representação social da psicanálise. Tradução: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

MURDOCK, George Peter. Theories of Illness. A world survey. Pittsburgh: University    of Pittsburgh Press, 1980.

NARRAMORRE, Clyde M. The psychology of counseling. Michigan: Grand Rapids Zodervan, 2000.

NATIONAL INSTITUTE OF MENTAL HEALTH. Gens influences antidepressant Responces. Disponível em: <www. nimhinfo. nih.gov >. Acesso em 21 abr. 2008.

OCAMPO, Maria Luisa S. et al. O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas. Tradução: Miriam Felzenszwald. São Paulo: Martins Fontes, 1981.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais e de comportamento do CID 10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas do CID 10. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

OTTO, Rudolf. O Sagrado. Tradução: Prócoro Velasques Filho. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1985.

PACHECO, Anna Mathilde; NAGELSCHMIDT, Chaves. Religião e arquétipos. In: Religião e Psicologia. Estudos de Religião l. São Bernardo: I. E. C. R, Instituto Metodista de Ensino Superior, 1985.

PAIVA, G. José. Identidade psicossocial e pessoal como questão contemporânea.  Psico, 38, 2007, p.77-84.

PFIZER. Disponível em: <www.pfizer.pt/saude/nerv_dep_curas.php>. Acesso em 26 abr. 2008.

PIERI, Paolo Francesco. Dicionário Junguiano. Tradução: Ivo Storniolo.  Petrópolis: Vozes; Paulus, 2002.

PINEL, Philippe. Tratado médico filosófico de La enegiecion mental o Mania. Madrid: Ediciones Nueva, 1980.

PLAUT, Fred; SHORTER, Bani; ANDREW, Samuels. Dicionário crítico de análise     junguiana. Tradução: Pedro Ratis e Silva. Rio de Janeiro: Imago, 1988.

RAD, G. von. Teologia do antigo testamento. Teologia da tradição histórica de Israel. São Paulo: ASTE, 1973.

RANGÉ, B. et al. Psicoterapias cognitivo-comportamentais, um diálogo com a psiquiatria. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.

ROSA, José Tolentino. Religião e expressão da sexualidade. In: Religião e Psicologia. São Bernardo de Campos: UMESP, 1985.

RAMOS, Denise Gimenez; MACHADO, Péricles Pinheiro. Consciência e evolução. In: Viver mente e cérebro. São Paulo: Duetto, 2006. Col. Memória da psicanálise n. 2.

RAY, Marie Beynon. Médicos do espírito. A história da psiquiatria. Tradução: Juvenal Jacinto. 2. ed. Rio de Janeiro: Globo, 1965. Coleção Catavento.

ROTH, Cecil. Enciclopédia de Cultura Judaica. Rio de Janeiro: Tradição S/A, 1967.

RUBEL, A. J. The epidemiology of folk illness: susto in Hispanic America. Ethiology 3.  In: Culture, disease, and healing. New York: Macmillan Publishing Co. Inc, 1977.

SAMUELS, Andrew; SHORTER, Bani; PLAUT, Fred. Dicionário Crítico de Análise Jungiana. Rio de Janeiro: IMAGO,1986.

SANTOS, Mário Ferreira dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Sociais. São Paulo: Matese, 1963.

SCHULTZ, Johannes Heinrich. Das Autogene Training. Leipzig: Thieme, 1932.

SHEEHY, Gail. Passagens. Crises previsíveis da vida adulta. Tradução: Donalson M. Garschagen. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.

SILVEIRA, Nise da. Imagens do inconsciente. 3. ed. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981. Com 227 ilustrações.

SMITH, Timothy B. et al. Religiousness and Depression: evidence for a Main effect and the moderanting influence of stressful life events. Psychological Bulletin, v. 1, 2003.

SOLOMON, Andrew. O demônio do meio-dia, uma anatomia da depressão. Tradução: Myriam Campello. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

SONENREICH, Carol. O que os psiquiatras fazem. São Paulo: Casa de Leitura Médica, 1991.

STEIN, Murray; SCHWARTZ-SALANT, Nathan. Transferência e contratransferência. Tradução: Marta Rosas de Oliveira. São Paulo: Cultrix, 2005.

STEUER, R.O. Aetiological principle of pyaemia in ancient Egyptian medicine. Bulletin of the  History of Medicine Supplement, n. 10, 1948.

STEUER, R.O; SAUNDERS, J. B. Ancient Egyptian and Indian medicine. Berkeley: University California Press, 1959.

TAMAYO,  Ruy Pérez. El concepto de enfermedad: su evolución a través de la historia. Guadalajara: Faculta de Medicina, UNAM; Fondo de Cultura Económica, 1988, tomo I, p. 22-59.

TOURNIER, Paul. Culpa e graça, uma análise do sentimento de culpa e o ensino do evangelho. Tradução: Ruth Silveira Eismann. São Paulo: ABU, 1985.

______. Técnica psicoanalítica y fé religiosa. Buenos Aires: Editorial La Aurora, 1969.

TEMKIN, Owsei. Galenism, rise and decline of a Medical Philosophy. London: Conrnell University Press, 1973.

TILLICH, Paul Johannes O. Teologia Sistemática. 5. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2005.

TREPPNER, Peter. Depressões. São Paulo: Editorial Presença, 1998.

VERNANT, Jean Pierre. Entre mito e política. Tradução: Cristina Murachco. 2. ed. São Paulo: EDUSP, 2002.

WILBER, Ken. Grace and Grit, Spirituality and Healing in the life and Death of trey Killiam Wilber. Boston; London: 2000.

______.  O espectro da consciência. São Paulo: Cultrix, 1982.

______. Psicologia Integral, Consciência, Espírito, Psicologia, Terapia. Tradução: Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, 2009.

WOLMAN, Benjamim B. A técnica freudiana. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

WORDEN, William J. Terapia do luto. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

Antonio Maspoli

Sou Antonio Maspoli, cidadão do mundo, Teólogo e Psicólogo. Deus é a minha herança pessoal, meu caso de amor! Deus encantou-me com o a sua presença. E abriu-me as porta do conhecimento do numinoso: "Eu cri, por isso compreendi" (Agostinho). Desde então dediquei a minha vida a conhecer a Deus. E a minha existência a compreender a natureza humana.

https://antoniomaspoli.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.